Escritos da semana.



1
O que tenho?
Pobre de mim, eu, humilde criatura. O que tenho é a mim mesmo, meu computador e devaneios inúteis.
Ah claro ! E Voces... Artistazinhos cults idiotas que se acham grande merda.
Curtam sua estadia nesse planeta, divindades supremas. 


amargo, ácido e divertido.



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2
A arte se tornará a contemplação da vida cotidiana. Creio que não haverá mais o conceito de apresentação ou espetáculo.

Ou seja, não haverá, segundo esse pensamento, a ritualização de unir pessoas para ver algo. Essa coisa acontece e quem estiver por perto verá e pronto.

Não sei se ainda acredito nisso, rs.

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3
Sustente a macacada que você chama de arte, Sustente até o fim, as pessoas virão e irão falar mal, lhe chamar de ridícula, palhaça, perturbada, que não entende de dramaturgia, que é preguiçosa, que precisa ler mais e que quando mais novo não mamou nos peito da mãe , mas mesmo assim mantenha seu ideal, não por orgulho, mas por que você acha que aquela putaria/ilógica/desconexa e na sua cabeça (apenas na sua cabeça) vanguardista e atemporal é digna de algum respeito. Quando você vê... Estarão todos lhe olhando com respeito.

Felipe Damasceno.
"Por que todo miojo precisa de tempo pra ficar ao menos digestivo e suportável"


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Sagração as Fast Food - Mostra Arte Caseira - Itapipoca


Release:

Mídia. Sociedade de consumo. Mass Media. Media, (que origina-se do latim um termo derivado do latim medium, meio e media, meios). Os meios de comunicação como meio entre os homens.
Como o corpo reage a todas as influencias midiáticas que o nosso tempo nos trás?
O que pode ser considerado meu, tendo em vista todas as imagens e discursos que me bombardeiam constantemente? É importante algo ser meu em uma sociedade marcada pela conectividade?

O tempo do excesso é o que vivemos, tempos do rápido e descartável, onde o homem se vê cercado pela hegemonia da mídia e da sua indiscutível existência como meio entre o homem e a sua maneira de comportar-se socialmente. A partir de um outro olhar para o cotidiano e a corporeidade do homem contemporâneo afetado por todo esse aparato tecnológico midiático, o trabalho tenta trazer no corpo essas informações dissecando-as, desgastando-as, ritualizando-as.



Processo:




Apresentação no ESPAÇO ARTELARIA:

Fotografia: Tayana Tavares.





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Olha só! É um menino e com muita saúde. Que glória.


E assim nasço. Como cria tua meu senhor. Serei-lhe fiel até os tempos dizerem-me o contrário.

Fragmentos.







Qual o sabor do nada?


Esse pós modernismo não deixa concentrar-me em livro ou filme qualquer. A esmo em pedaços de filmes e trechos de livros pdf. Vagando mentalmente em coisas inúteis e uteis a um alguém qualquer que presumo ser. Não sei o que falo ou faço, não sei tão pouco se coloquei açúcar no café, o que sei é que quero que passe logo, que siga, não crendo no amanhã como salvação, mas que apenas passe.

O amanhã é mais importante. Desisti de que amanhã iria ser melhor, mas o ato da passagem alivia, como dorflex. Quando o hoje acaba, quando o agora acaba tem o novo. O novo é legal, por que é desconhecido, por isso é bom mudar de caminhos, mas muitos querem o novo com o conforto do conhecido, dai a crise.

Abro os olhos e é o mesmo que estar com eles fechados, a escuridão que cobria meu olhar se torna escuridão de ideias, de imagens, por que da necessidade de saber o que vai acontecer? Por que da necessidade de ter um sentido? e se sei que o sentido é desnecessário, por que sofrer por sua inexistência? Que confusa é a mente humana, que tola, que desconexa. Somos tão primitivos. Tão toscos.

Sem paciência para você que me lê e para mim mesmo. És um tolo se achas que falo de mim, poucas as vezes o faço. Me coloco como antena, apta a erros e acertos, transcrevo aqui o que possivelmente seja um sentimento seu também, ou não.

A originalidade é a lei e a pressa nosso guia.


Desejo de conquista.


Pensei na desistência de uma vida, nas quedas e nesse reerguer constante. Pensei na existência de uma vida vazia, pensei em mim, pensei no que poderia tornar-se real e no que poderia ter sido feito dentro do possível, ambas são a mesma coisa. Verborragia. Infinitude. Desejo de conquista. 

Em um olhar parado e morto me contemplo diante de mim. Eu simulacro. Eu auto imagem distorcida e revertida em um tempo que me soa primitivo. Uma imagem erguida com tijolos de criança indefesa e idiota. E no sonho eterno de ser coroado pelos que me cercam, perco-me, alucino-me, desprendo-me da realidade e espero. Insatisfeito com o tempo da espera... Espero. Espero que esse eu que vive em mim exploda e abocanhe cada ser que se aproxima de mim, como um vírus, como uma bactéria.

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