Família Imperial de Damasceno


Damasceno Brother (o mal)

As coisas desandaram, tudo começou a ficar confuso. Eu a tempos já estava em conflito com o cachorro.A chegada do segundo príncipe só fez me distanciar mais ainda de alguma imagem paterna que eu pudesse ter. Seus mimos e suas vontades são irritantemente constantes e pertubam toda a espécie de ordem, por que um diz que o menino não pode chorar e a outra quer educá-lo como educou o primogenito. A partir desse pequeno disacordo de idéias o cachorro acusa o primogenito de ser desviado eticamente dos valores que ele acredita serem éticos me denominando de adjetivos não muito virtuosos (viado, maconheiro, marginal, entre outros de pouca criatividade)


 
Damasceno Mother( A rainha)

Sabe o que quer e sempre soube mover terras e mares pra proteger seus ideais e os integrantes da  realeza , até o cahorro sarnento com quem quis dividir o império.Ela não para, trabalhando constantemente para que eu e o resto da família tenha tudo do bom e do melhor. Esse seu amor incondicional engoliu sua personalidade, onde ela abnega por completo suas necessidades em prol de algo para os herdeiros e o bicho de estimação. Não há nada que não posso fazer, construir, desconcertar, concertar, e cuidar. Uma mulher. Uma guerreira. Diante de sua força e seu poder sinto-me ínfimo, pobre, miserável por reclamar de problemas tão banais. Aquela mulher que tira de sua boca para dar ao outro, que não dorme por que precisa fazer o mingau do príncipe, que tem por caracteristica ser um  telespectador de animações retardáveis. Que faz o trabalho do cão sarnento que não tem capacidade para terminar algo. Uma rainha, uma deusa, a imagem que me faz acreditar que eu ainda psso ser grande, que eu ainda posso governar meu reino.

Minha relação com a rainha não se da de beijinhos e abraços. Somos dois porcos espinhos. Mas o sentimento existente entre ambos é incodicional e de impossível descrição em palavras. Discordamos de um monte de coisas e ela não aceita o herdeiro de seu trono ser, aos seus modos, estranho e esquisito como é, mas já aprendeu de ums tempos para cá que esse é o meu caminho, e sendo filho de que sou não irei mudar meu caminho por pouca coisa.



Damasceno Brother( O bem)

 Veio para apaziguar as coisas, equilíbrar quando o reino esta prestes a desmoronar.Grita para que parem com aquela briga, inocente e inconsciente dos por ques dos conflitos. Consegue dar ainda alguma espécie de felicidade para a rainha que foi criada e tratada como escrava e ainda é. Quando no dia em que ele foi dançar sua primeira quadrilha junina e ela filmou, animada me mostrava ele fora do grupo, mas dançando a coreografia, olhando para as pessoas sem entender o motivo daquele circo.Ela não ligava. Por um momento olhei para ela e não pro vídeo, e vi que seus olhos brilhavam. É meu filho dizia seus olhos saltitantes, como pipoca de São João.

Quando vai embora amarra os cabelos longos e loiros dele para que não se enganche durante seu sono matinal de príncipe, o beija e diz que o ama.


 
Damasceno Father( Velho Caolho)

Nem sei ao certo quando começou a guerra. Quando me vi era adolescente e odiado pelo meu... Por aquilo. As intrigas começaram a surgir como vermes em comida estragada durantes as noites intermináveis, e sufocantes onde não conseguia dormir. Sempre calado e apenas escutando, aquilo ia se tornando uma espécie de câncer, de mal, de raiva eterna, por um ente que outrora já fora querido e hoje não passa de um nada. Essa raiva, única coisa que compartilhamos um pelo outro se instalou em nós como uma parasita, um vício que só pensa em mais. Em mais ódio. Uma espécie de aversão, como a de dois imãs com polaridades iguais. Aquela coisa é o motivo de maior descontrole da rainha. É o motivo de suas lágrimas e de seu rosto inchado e enrugado. Nunca esquecerei do dia em que a rainha chorava de cabeça baixa na sala, e quando cheguei para saber o que era, ela segurava em suas mãos o meu único retrato do ABC rasagado e dilacerado. Ela tentava de alguma maneira concertar, mas não havia geito. Naquele dia perdi a idéia de pai. Um nojo misturado com pena e raiva me prenche toda vez que vejo aquilo se movendo. Um rancor e uma raiva que não serão curadas com sua morte. É fato. Não sinto absolutamente nada além de nojo e ódio.

Mas a batalha final ainda não veio. Nunca brigamos de verdade, a não ser o murro que ele me deu e a xicará de café que quase estraçalho naquela sua cara. Presinto que esse dia esta perto. Já o insulto. Já o calo. Parar bater e maltratar falta pouco. E essa é minha vontade, a única maneira de me livrar desse ódio que come meu coraçõ real nos momentos de solidão.

Um comentário:

Iury Braga disse...

Meu caro amigo... vc me fez chorar sei que não era sua intensão, mais compartilhei e vivi quase todos esses sentimentos... é por isso que o amo e sempre amarei vc meu amigo e sempre estarei pronto para acudi-lo por que vc como eu precisa de amor como um cego procura ver!

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